Restos mortais da Professora Eliana Pereira Neves, de 52 anos, estavam em São Paulo (SP) no Instituto Médico Legal (IML) para a realização de identificação por exame de DNA.
Foram sepultados nesta segunda-feira (15) os restos mortais da Professora Eliana Pereira Neves, de 52 anos, que foi assassinada, no último dia 28 de março, em Regente Feijó. Os restos mortais da professora foram sepultados, em caixão lacrado, após 48 dias de sua morte. O corpo da professora estava no Instituto Médico Legal (IML) em São Paulo (SP) onde estavam sendo feitos trabalhos para a identificação do corpo através de exame de DNA.
A professora havia sido encontrada carbonizada, no porta-malas de seu veículo, na Zona Rural de Regente Feijó. O velório ocorreu durante um período de duas horas, das 15h30 às 17h30, e foi aberto ao público, também em Regente Feijó.
Carlos de Souza, de 62 anos, foi preso, acusado de homicídio triplamente qualificado, ou seja, com emprego de fogo, de forma cruel e sem possibilidade de defesa à vítima. O acusado está preso preventivamente desde a noite do dia 28 de março, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá.
Segundo as investigações, autor e vítima se conheciam à cerca de 20 dias, quando ocorreu o crime e segundo familiares e testemunhas, estavam iniciando um relacionamento amoroso, visto que o homem, havia vindo da cidade de São Paulo (SP) supostamente para cuidar da mãe idosa, que mora em Regente Feijó.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, Souza confessou que esteve no local dos fatos, porém negou que tenha ateado fogo no veículo com a professora em seu interior. O juiz Marcel Pangoni Guerra, da Comarca de Regente Feijó, marcou para as 14h do dia 19 de junho a audiência de instrução, interrogatório, debates e julgamento sobre o caso envolvendo a professora Eliana Neves e o acusado de ter praticado o crime.
O caso
A Professora, de 52 anos, foi encontrada carbonizada no interior de seu veículo, por um trabalhador rural, em uma plantação de soja, na noite do dia 28 de março, no bairro do Pito Aceso, na Zona Rural de Regente Feijó. Os policiais chegaram a uma identificação parcial após identificarem as placas do carro onde a professora foi localizada. Em contato com a família da vítima, os policiais descobriram o envolvimento do homem, que ao ser identificado na mesma noite do crime, apresentava queimaduras em um dos braços e ao ser questionado, em primeiro momento, negou a participação no crime, alegando estar andando de bicicleta no momento em que os fatos aconteceram. A versão não convenceu os policiais, porém, após interrogatórios, o homem confessou estar presente no local dos fatos no dia da morte da professora, mas seguiu negando a autoria do crime. Ele foi preso em flagrante no dia dos fatos, por homicídio triplamente qualificado, com emprego de fogo, de forma cruel e sem possibilidade de defesa à vítima, além de feminicídio.
