Após anos sem registrar desmatamentos de grandes áreas, o Oeste Paulista voltou à lista da Fundação SOS Mata Atlântica com degradação de vegetação em quase 36 hectares, que foi detectada em Sandovalina (SP). Inclusive, este dano à flora está entre os 209 registros de infrações florestais registradas pela Polícia Militar Ambiental no ano passado na região de Presidente Prudente (SP).
Segundo dados da corporação, entre outubro de 2020 e outubro de 2021 – período do levantamento e das análises da Fundação SOS Mata Atlântica –, foram 901 fiscalizações em áreas rurais da região, das quais renderam 209 autos de infrações ambientais. No total, houve o registro de R$ 4.523.710,00 em multas.
Foram considerados os atendimentos realizados na área da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente, que atua em 53 municípios da região oeste do Estado de São Paulo.
Os autos de infrações ambientais aplicados englobam os seguintes tipos de danos contra a flora:
Corte de árvore em Área de Preservação Permanente
Destruir ou danificar florestas em Área de Preservação Permanente
Destruir ou danificar florestas em áreas de Objeto Especial Preservação
Destruir, desmatar, danificar ou explorar floresta em área de Reserva Legal
Explorar, danificar, destruir árvore ou floresta em Área Comum
Fazer uso de fogo em Área Agropastoril
Impedir ou dificultar regeneração em Unidade de Conservação, Área de Preservação Permanente ou Reserva Legal
O capitão Júlio César Cacciari de Moura, que é o comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente, comentou que o número de fiscalizações é considerado positivo.
“Monitorar e fiscalizar é um papel, é um dever da Polícia Militar Ambiental e ela, parceira e amiga do produtor rural, busca que essa fiscalização não seja só de cunho ambiental, mas que também leve proteção e sensação de segurança ao produtor rural”, salientou.
