Até 2030 muita coisa iria mudar no mundo. Mas a pandemia de Coronavírus acelerou diversas mudanças na vida social, na economia e no mercado de trabalho.
Por Ibrahim Gustavo – Especial para o Café com Prosa.
A revolução no mercado de trabalho é uma característica constante da sua própria natureza. Mas a sociedade atual está experimentando uma profunda revolução no mercado de trabalho, especialmente por conta da pandemia de Covid-19.
Mudanças recentes no mercado de trabalho
Que o mundo está mudando, isso todos já percebemos. Os avanços científicos e a evolução da tecnologia estão transformando o homem. A tecnologia altera seu modo de vida, suas relações inter e intrapessoais, e, claro, o mercado de trabalho, que está sofrendo uma revolução real. Muitos cientistas passam a vida buscando a criação de veículos autônomos e viagem no tempo. Enquanto isso, futuristas comprometidos com a sociedade atual, insistentemente buscam inovações funcionais e transformacionais, que mudam, de fato, as nossas vidas.
Estamos falando de transformações no mercado de trabalho, de soluções para problemas atuais, em segmentos como:
- Medicina
- Engenharia
- Educação
Há também os que se preocupam com o modelo de nossas cidades, procurando como recriá-las e reorganizá-las. São profissionais que investem tempo e dinheiro pensando nas melhorias possíveis para nossas vidas no ambiente urbano e rural. Entre suas preocupações, estão:
- A mobilidade urbana;
- A acessibilidade;
- A sustentabilidade;
- A conectividade.
Esses pesquisadores desejam que a tecnologia seja utilizada por todos, e desfrutada por muito mais tempo, e pelas próximas gerações. 2030 era a data prevista mais longínqua para esse novo mundo entrar em vigor definitivamente. Mas alterações significativas vão ocorrer dentro de um ou dois anos, no máximo, especialmente no mercado de trabalho. Isso porque, a pandemia mundial de Coronavírus mudou essas datas, e nos deu a oportunidade de adiantarmos algumas situações.
O mercado de trabalho e uma nova sociedade
Para alcançarmos essa (r)evolução, que impacta diretamente o mercado de trabalho, precisamos aplicar algumas alterações. Antes de mais nada, devemos buscar uma mudança de mentalidade em todos os membros da sociedade. É preciso a compreensão e a internalização em cada um de nós da necessidade de disrupção da atual realidade. Por vezes o sistema em que estamos inseridos pode ainda nos aprisionar em modelos do passado e em paradigmas tradicionais.
Economia do compartilhamento como saída
Será mais viável para todos um mundo onde as coisas custam mais no geral, e menos para cada consumidor quando compartilhadas. A economia do compartilhamento já existe, e gera importantes resultados na vida das pessoas e na economia dos países. Estudos apontam que a sharing economy será responsável por 50% do lucro mundial, alcançando 335 bilhões de dólares. A estimativa é do Instituto Price Water Consulting, que define 2025 como o ano para que os números alcancem essa meta. São diversos exemplos e casos de sucesso que podemos listar de empresas e startups que trabalham com a economia do compartilhamento.
Citamos:
- Serviços de streaming – como o Netflix, que permite ao usuário compartilhar a conta do usuário para ver um filme;
- Transportes – como o Uber Pool, que leva dois desconhecidos a destinos próximos, compartilhando a mesma corrida;
- Mobiliário para casas e escritórios – como a Beleco, startup com sede na Suécia que oferece móveis como serviço.
Com as pessoas permanecendo mais tempo em casa, a vida e o dia-a-dia das pessoas sofrerão reajustes. O mercado de trabalho, as mais variadas profissões, e diversos setores da economia também não passarão incólumes. Sendo assim, agora é momento de pensar o que podemos fazer, e começar a agir a partir desse novo cenário. A revolução no mercado de trabalho não depende de nós para ocorrer, mas, por influenciar nossas vidas, precisamos estar preparados.
