As investigações tem o prazo de 90 dias, onde serão analisadas as condições estruturais, os documentos do Parque Aquático e o contrato entre a Prefeitura e o Ciop
Na última segunda-feira (20), a Câmara Municipal de Presidente Prudente aprovou a criação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar as condições da estrutura do Parque Aquático da Cidade da Criança e o contrato entre a Prefeitura e o Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop).
A comissão foi feita por um requerimento do presidente do Poder Legislativo, Vereador Demerson Dias (PSB), e foi realizado um sorteio para definir os integrantes da CEI do Parque Aquático: Miriam Brandão (presidente, Patriota), Wellington Bozo (relator, MDB) e Ivan Itamar (membro, PSB). Os quatro vereadores se reuniram na manhã da última terça-feira (21), juntamente com os chefes de gabinete e assessores, para definir o que deve ser feito durante as investigações.
De acordo com o requerimento, devem ser verificadas condições sanitárias, estrutura atual, Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), o Parque Aquático, o Zoológico da Cidade da Criança, e outros equipamentos. Também passará por conferência o contrato com o Ciop, os valores recebidos e a quantidade de funcionários que atuam no local, e o pedido de apoio técnico do Corpo de Bombeiros, e de outros órgãos públicos, como de saúde e engenharia de Segurança do Trabalho.
O trabalho de inquérito tem o prazo de 90 dias, onde, segundo o Legislativo, “serão ouvidas autoridades e ex-autoridades envolvidas com a Cidade da Criança em todos os aspectos, incluindo documentos públicos e fotográficos para esclarecimento pleno dos fatos e colhendo-se depoimentos de agentes políticos e cargos em comissão, servidores, trabalhadores e diretores da Ciop, além de demais autoridades do município na gestão anterior e na atual”.
O vereador Demerson Dias, autor do requerimento, afirma que, de acordo com as denúncias recebidas, o Parque Aquático está “totalmente abandonado, o que pode resultar em alto risco para crianças e adultos, além da deterioração do patrimônio público”. Ele também explica que “este vereador fez vistoria no local e constatou que o mesmo não possui nenhuma condição para ser aberto, diante dos problemas de abandono, sujeira, manutenções não realizadas em anos anteriores, e o tobogã enferrujado, bombas d’água e canos corroídos e alguns entupidos, sem pintura e inúmeros vazamentos, trazendo sérios riscos à sociedade”.
