Paralisação parcial chegou nesta terça-feira ao 35º dia consecutivo. Vencimentos seguem em atraso há pelo menos três meses.
A paralisação feita por motoristas e cobradores da Prudente Urbano chegou na madrugada desta terça-feira (20) ao trigésimo quinto dia consecutivo de interrupção parcial da prestação do serviço. Esta é a quarta paralisação realizada pelos trabalhadores somente em 2021, sendo a mais longa até agora já registrada, em um passado recente.
Segundo interlocutores ligados à Prudente Urbano, os vencimentos devidos pela concessionária referentes aos últimos dois meses, como vale mensal e vencimentos mensais seguem atrasados ou pagos de maneira parcial, sem previsão de normalização. A situação não agrada a categoria, que segue em regime de greve.
Nesta segunda-feira (19), o juiz substituto Rogério José Perrud, da 1ª Vara do Trabalho de Presidente Prudente, determinou que a Prudente Urbano faça o pagamento dos salários de seus empregados até o quinto dia útil do mês seguinte ao vencido. Ainda segundo o magistrado, caso a empresa descumpra a decisão judicial, a mesma será multada em R$ 50 mil para cada dia de atraso. Foi designado também uma audiência inicial para o próximo dia 20 de agosto.
“Impõe-se, destacar, como já o fez o d. Ministério Público do Trabalho, que a contraprestação aos serviços prestados é direito fundamental do trabalhador, que não pode ficar à mercê da conveniência do empregador para receber o seu salário. Ainda que se compreenda a dificuldade financeira da empresa, em meio à pandemia vivida nos dias que correm, o trabalhador não pode ser afetado, pois conta unicamente com o salário para manter a sua sobrevivência e, na grande maioria dos casos, de toda a sua família”, afirmou Perrud na decisão.
A paralisação parcial segue por tempo indeterminado, com 20 veículos operando o sistema fora dos horários de pico e 29 veículos nos horários considerados essenciais e de pico na cidade de Presidente Prudente.
