Suspeito confessou que ateou fogo no carro após tentativa de vingança, mas alvo foi escolhido por engano
Um homem de vinte anos foi preso em flagrante após incendiar um veículo na madrugada de sexta-feira (06), na Alameda Zeferino Ocolate, Jardim Jequitibás, em Presidente Prudente.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta da 1h18 para atender uma ocorrência de veículo em chamas na via pública. No local, o Corpo de Bombeiros já havia controlado o incêndio.
Segundo o registro policial, o carro estava estacionado em frente à residência da vítima, uma mulher de vinte e dois anos, que relatou ter sido acordada por vizinhos alertando sobre o fogo. Ela e o companheiro ainda tentaram conter as chamas com o auxílio de mangueira, mas sem sucesso.
Durante diligências, moradores informaram que câmeras de monitoramento registraram um indivíduo correndo pelo local no momento em que o incêndio começou, com o rosto parcialmente coberto. Posteriormente, policiais receberam denúncia de um motorista de aplicativo que teria transportado os envolvidos e indicado o possível paradeiro dos suspeitos.
Com base nas informações, equipes localizaram e abordaram o homem, que confessou participação no crime. Conforme o boletim, ele relatou que, após uma suposta agressão sofrida em um estabelecimento, decidiu se vingar com a ajuda de um adolescente de dezesseis anos. Eles teriam solicitado um carro por aplicativo, comprado gasolina em um posto de combustíveis e seguido o suposto agressor.
Ainda segundo o registro, os envolvidos perderam o veículo que acompanhavam e, ao avistarem um carro prata estacionado, acreditaram se tratar do automóvel do agressor. Em seguida, jogaram combustível e atearam fogo no veículo, que não tinha qualquer relação com a desavença.
O adolescente não foi localizado no momento da ocorrência. Há informação de que ele teria sofrido queimaduras durante a ação e procurado atendimento médico, mas deixou a unidade antes da chegada dos policiais.
O veículo atingido sofreu danos extensos. O automóvel pertence a outra pessoa e estava sob posse da vítima no momento do incêndio.
O suspeito permaneceu preso à disposição da Justiça e deve responder pelos crimes de incêndio e corrupção de menor.
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