Mutirão havia sido anunciado em redes sociais prometendo descontos em lentes de óculos, porém seria realizada fora do ambiente médico e por pessoas não capacitadas para a função.
A Vigilância Sanitária de Presidente Prudente encerrou nesta sexta-feira (26) um suposto mutirão de consultas oftalmológicas que aconteceria em um hotel de luxo na região Central de Presidente Prudente. Segundo informações, grande quantidade de pessoas foram atraídas pelas redes sociais com a promessa de exames gratuitos e descontos de até 70% nas lentes dos óculos com supostas armações gratuitas. A ação porém, estava sendo realizada em um hotel e não em um consultório médico com profissionais licenciados para as ações.
Segundo o Supervisor da Vigilância Sanitária, Daniel Gulim, um grande volume de denúncias foi encaminhado na tarde desta sexta-feira (26) ao órgão, que juntamente com o Procon, desencadeou a fiscalização.
Em entrevista ao Repórter Jônatas Caetano, da Rádio Comercial AM, Gulim explicou como foi desencadeada a ação, que em primeiromomento foi informado de que seria uma convenção voltada a profissionais da área.
“Após a denúncia, nós deslocamos com uma equipe até o local, para verificar o ocorrido, até porque, poderia ser um evento,uma convenção, como foi informado pelo hotel,porém chegando lá, nós vimos uma grande quantidade de pessoas no saguão do hotel e várias outras pessoas dentro de uma sala”, comentou Gulim.
Ainda segundo a Vigilância Sanitária, em contato com os responsáveis pelo hotel, foram informados de que o espaço teria sido alugado para uma convenção, inclusive com apresentação de notas fiscais que comprovavam a locação do espaço.
“Após isso, nós conversamos com o responsável pelo evento, que se apresentou como optometrista, porém não nos comprovou habilitação técnica para a realização deste evento”, pontuou Gulim.
O Supervisor da Vigilância Sanitária também destacou que o local onde os supostos exames seriam realizados eram impróprios para a ação oferecida.
“O local a ser realizado era impróprio, nós não sabíamos que tipo de exame seria feito; a propaganda que foi divulgada era que a pessoa ao passar pelo exame, ganharia uma armação grátis e 70% de desconto nas lentes oftalmológicas”, citou.
A empresa que estaria realizando a ação tem sua sede na cidade de São Bernardo do Campo e os responsáveis pelo evento eram da cidade de Diadema, ambas na Grande São Paulo.
PROPAGANDA ENGANOSA
Ainda de acordo com Gulim, muitas pessoas, de diversas cidades e de outros estados vieram à Presidente Prudente na busca pelo exame, supostamente gratuito.
“O que mais chama a atenção é a grande quantidade de pessoas que foram encontradas no saguão do hotel […] nós vimos também que tinham duas vans, de cidades vizinhas para a realização desse tipo de exame, que ao ver da Vigilância Sanitária, são totalmente irregulares”, disse.
No local, a informação da propaganda que foi divulgada aos pacientes era de que, após o exame seria entregue à eles uma receita oftalmológica, porém a situação se configurava como “venda casada”, perante o Código de Defesa do Consumidor.
A preocupação da Vigilância Sanitária também foi demonstrada visto que não se poderia, naquele momento, saber se os contratados para a realização dos exames eram realmente capacitados.
“As vezes, na busca por um desconto, uma economia do seu dinheiro, a população busca esse tipo de situação, o que é complicado, se submetendo a situação de um suposto exame sem padrão algum, podendo agravar a saúde da pessoa que passa por um médico ou optometrista que não tem a qualificação devida”, comentou o Supervisor da Vigilância Sanitária.
ORIENTAÇÕES
De acordo com a Vigilância Sanitária,, após o recebimento da denúncia o Procon Municipal foi informado dos possíveis problemas em relação ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor. A Vigilância Sanitária também deixa orientações à população quanto à esse tipo de situação.
“Infelizmente, hoje nós vivemos em um meio de tecnologia, numa facilidade muito grande para a disseminação de fazer news e propagandas enganosas é muito grande […] Se você receber propaganda ou informação à respeito de coisas muito baratas relativas à saúde, entre em contato com a Vigilância Sanitária, pelo nosso telefone, pelo nosso e-mail, pelo telefone 156, porque a Vigilância Sanitária vai até o local verificar se os profissionais são mesmo qualificados, se os exames são mesmo fidedignos àquilo que se destinam, para preservar a saúde da população […], finalizou Gulim.
