A prévia da inflação acelera e fica em 0,35% em setembro. No mês anterior, o índice tinha sido de 0,28%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que estimava avanço mensal de 0,37%.
Já em relação a setembro de 2022, o IPCA-15 teve desaceleração de 0,37%.
Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 5%, acima dos 4,24% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. O comparativo anual também veio acima das projeções do mercado, de alta de 4,13%.
Destaque para a gasolina, que subiu 5,18% e foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês.
O economista-chefe da XP Investimentos, Alexandre Maluf, argumenta que o reajuste da Petrobras em agosto ainda traz impactos por conta defasagem de efeito para as bombas.
Maluf ainda destaca o segmento de passagens aéreas, uma alta que se repete do IPCA de agosto. O setor variou acima de 10% (13,3%), superando as expectativas dos analistas.
No início de setembro, um dos principais fatores que contribuíram para os repiques nas passagens foi o querosene de aviação.
O principal combustível usado no setor teve no mês o terceiro reajuste consecutivo anunciado pela Petrobras, com alta de 30% no preço vendido às refinarias.
Incluída na ata da reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira, a inflação de serviços teve um peso importante para a prévia da inflação oficial do mês de setembro.
Segundo Alexandre Maluf, quando se olha para trechos sensíveis à política monetária, como serviços subjacentes, houve uma alta surpreendente.
