Trabalho de preparação visa combater ações de criminosos que praticam a modalidade conhecida como “Novo Cangaço”.
O Oeste Paulista conta atualmente com equipes de trabalho do Oitavo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (8°BAEP), que trabalha na busca da preparação e enfrentamento a crimes de grandes proporções.
Além do enfrentamento ao crime organizado, como tráfico de drogas, tráfico de armas, captura de foragido da Justiça e patrulhamento ostensivo, as equipes do BAEP também são qualificadas ao enfrentamento de crimes ultraviolentos, na modalidade que popularmente ficou conhecida como “Novo Cangaço”.
O Capitão Ramos, do 8º BAEP, explica como os policiais vem se preparando para enfrentar crimes ultrra violentos, como o Novo Cangaço. “Realizamos constantes estudos de caso, para avaliar a maneira como o crime vem evoluindo, e buscamos também evoluir nossos treinamentos, nossos equipamentos e atuação das equipes”.
O capitão também explica como o Novo Cangaço atua. “São grupos criminosos que setorizam sua atuação de forma a ter vários grupos diferentes: um pra fazer o levantamento da área, um responsável pela logística do crime e o efetivo, que vem executar a ação criminosa. Se trata de indivíduos com grande conhecimento, fortemente armados, com equipamentos com tecnologia e armamentos de grosso calibre que, muitas vezes, fecham a cidade e comete seus crimes”.
O Capitão também alerta a população para que, caso este tipo de crime aconteça, a Polícia Militar de Presidente Prudente está preparada para este tipo de ação. “Nós realizamos treinamentos constantes, e alguns deles no centro da cidade. Temos algumas agências bancárias no quadrilátero central, e já realizamos nove treinamentos de grande envergadura. Portanto, temos treinamentos específicos para atuação em cada situação em pontos sensíveis que possam ser atacados por algum grupo criminoso”.
Novo Cangaço
O crime conhecido como novo Cangaço trata-se de uma prática de assalto, principalmente a agências bancárias em cidades de menor porte, onde um grupo de criminosos, geralmente formado por 30 a 40 indivíduos, invade cidades, ataca bases e quartéis de Polícia Militar, faz populares como reféns e os usa como escudo humano, com vistas a conseguir cometer roubo de grandes valores de agências bancárias e casas de valores.
A modalidade surgiu nos anos de 1990, no nordeste brasileiro, a princípio, com criminosos realizando assaltos a mineradoras. Posteriormente, os criminosos passaram a atacar agências bancárias e casa de valores, como empresas de transporte de valores.
Segundo especialistas em segurança pública, este tipo de ação dificilmente ocorre em grandes metrópoles como São Paulo ou Rio de Janeiro, visto que esta cidade possuem policiamento de Elite como a Rota, em São Paulo ou o BOPE, no Rio de Janeiro.
Majoritariamente, os criminosos usam de armas de grosso calibre para praticar os assaltos e explosivos, para causar a destruição de cofres e caixas eletrônicos de agências bancárias. O último registro que se tem notícia no Estado de São Paulo deste tipo de ação foi no ano de 2021, na cidade de Araçatuba e as ações de enfrentamento aos criminosos naquela ocasião também contou com o apoio da equipe do Oitavo BAEP.
