Economista Alexandre Bertoncello explica quais são os impactos do aumento na vida do trabalhador
Às vésperas de mudanças no comando da Petrobras, a estatal anuncia novo aumento no valor da Gasolina e do Óleo Diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira (16). Essa é uma das últimas medidas do atual presidente Roberto Castello Branco, que deve passar também nesta sexta-feira o poder para o General Joaquim Silva e Luna, nomeado pelo Presidente Jair Bolsonaro.
O reajuste dos combustíveis será de 3,6% para o Diesel e 1,9% para a Gasolina, repassado para as refinarias. A Gasolina já acumula 43,4% de aumento desde o início do ano, e na prática deve custar em média R$0,10 a mais por litro na refinaria. Já o Diesel vem de uma baixa de preços no último sábado (10), e agora deve aumentar em média R$0,05 por litro.
O professor Doutor em Economia, Alexandre Bertoncello explica que o aumento de salário e o aumento do custo de vida não seguem hoje a mesma proporção. “A gente tem uma preocupação muito grande, pois temos combustíveis subindo em dois dígitos, mais de 40%; os alimentos subindo em dois dígitos, no ano passado mais do que 15%; os índices de aluguel também nesse patamar. Então, pensando em um brasileiro que paga aluguel, precisa abastecer o carro e alimentar sua família, esse ano vai ser muito difícil pra ele”.
Sobre a nova gestão da petrolífera, o professor enxerga uma esperança, baseado nos feitos do novo presidente em outras instituições. “Se ele for colocar em prática, o que ele fez lá na [usina] Itaipu, que foi reduzir os custos operacionais, mesmo que o petróleo e o dólar não abaixem, a Petrobrás vai conseguir manter a mesma regra que ela tem, e o combustível vai começar a abaixar”. Ele também explica que a empresa tem altos custos que podem ser diminuídos.
