Aconteceu nesta terça-feira (27), em forma de live, o 7º Encontro Técnico de Desenvolvimento Sustentável, que teve em pauta um tema bastante polêmico no último ano, os incêndios florestais.
Chamada de Operação Corta-Fogo, o encontro definiu uma série de ações que serão feitas para combater esses incêndios e preservar a fauna e a flora brasileiras.
Segundo Rafael Frigério, que responde pela secretaria executiva da Operação Corta Fogo, trouxe dados que apontam que o ano de 2020 foi o segundo com mais focos de calor detectados por satélite no Estado de São Paulo, nos últimos dez anos. De acordo com o levantamento, foram 6.123 focos, ficando atrás de 2010, quando houve 7.292.
“A ocorrência de incêndios florestais é mais constante entre junho e outubro, sendo os meses de agosto e setembro com maior número de eventos”, explica. “O ideal é que estejamos com ações preventivas, medidas e preparação para resguardar um combate mais efetivo”, explica.
O PM Augusto Leite Motooka, comandante do Policiamento Ambiental do Estado, explica que o primeiro trimestre deste ano foi mais seco, comparado ao de 2020.
A operação será dividida em fases, e conta com a participação de todos os níveis de governo do Brasil. Serão as fases:
- Fase verde (janeiro a março): compreende o planejamento das ações para a temporada de estiagem, e também o início das atividades de prevenção e preparação;
- Fase amarela (abril e maio): tem o foco na intensificação das ações preventivas, e de preparação para o período mais seco;
- Fase vermelha (junho a outubro): a mais crítica da operação, que demanda maior atenção às ações de resposta quanto aos incêndios florestais, como o combate ao fogo e intensificação da fiscalização repressiva pelas polícias;
- Fase verde (novembro e dezembro): foca nos trabalhos de avaliação e início das ações do ano seguinte.
