Péssimo serviço prestado pela Prudente Urbano gera transtornos e indignação em Presidente Prudente.
Após sete dias de paralisação feita por motoristas e cobradores do transporte coletivo de Presidente Prudente, com um acordo “pra inglês ver” os trabalhadores da empresa Prudente Urbano se viram obrigados por decisão judicial a voltar aos trabalhos. Com quais garantias? Nenhuma, obviamente. Nem salários em dia, tampouco os atrasados que são de direito do trabalhador foram pagos.
Olhando de uma maneira bem fria, a catástrofe está instalada na cidade. Existe um contrato, que dá extremos poderes a empresa e compromete o município em qualquer atitude para puni-la, um contrato à prova de balas. No final, quem paga a conta? Os trabalhadores, reles mortais, comedores de arroz e feijão, sim, os trabalhadores, o cidadão que depende do transporte coletivo e o trabalhador do transporte coletivo, que vê a situação ficar cada vez pior dentro de sua casa.
Ouvi comentários, da empresa estar pedindo uma espécie de indenização a cidade de Presidente Prudente, no valor de quase NOVE MILHÕES DE REAIS, isso mesmo, você não leu errado, a gloriosa Prudente Urbano acha que deve receber como pagamento pelo desserviço que presta, quase nove milhões de reais. Até agora eu não entendi, porque aceitaram concorrer a licitação, que, diga-se de passagem, foi falha e errônea desde o começo.
Rescisão contratual? Nem descartada, nem primeira opção da Prefeitura, enquanto isso, as coisas vão saindo do controle cada vez mais, rumo a em breve, uma quarta greve do transporte coletivo no ano de 2021. Seria a enésima greve em menos de três anos. E o que os motoristas querem? Apenas serem tratados com a dignidade de um trabalhador brasileiro.
Lamentável, de verdade, lamentável o transporte coletivo prudentino. Como em uma novela mexicana, aguardamos as cenas do próximo episódio. Quem viver, verá. Façam suas apostas.
