Titular da Semob, Major Luiz Edson de Souza disse que medidas estão sendo estudadas pelo município para sanar o problema do transporte coletivo prudentino.
Motoristas e cobradores da Concessionária Prudente Urbano cruzaram os braços na madrugada desta quarta-feira (16) devido a falta de pagamento dos vencimentos mensais devidos pela empresa a seus colaboradores. É a quarta paralisação neste ano feita pela categoria. Diante da situação, o Secretário de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública de Presidente Prudente, Major Luiz Edson de Souza, falou sobre a situação da interrupção do transporte coletivo na cidade: “Fomos notificados ontem (15) pela empresa de que eles não conseguiram qualquer acordo junto aos funcionários que vem participando da administração dos recursos arrecadados com o transporte urbano e de que eles não conseguiram nenhuma tratativa de forma definitiva, até porque eles não conseguiram recursos para custear os funcionários, o que desencadeou nova paralisação”, pontuou Souza.
Ainda segundo o secretário, a empresa Prudente Urbano tem suas responsabilidades junto ao município, aos seus colaboradores e a sociedade prudentina que não vem sendo cumpridos de maneira ao qual foram contratados mediante licitação para realizar, fato que gera descontentamento e paralisações constantes.
“Cabe lembrar que, desde 2017, quando este contrato foi homologado, essa empresa [Prudente Urbano] já começou pedir reajustes, declarou dificuldades financeiras para honrar seus compromissos com o município, em 2018 e 2019, nesse período, nem havia pandemia”, enfatizou o Secretário.
A situação da empresa junto ao município vem tendo desgastes desde o início da operação pela Company Tur Transportes e Turismo, que operava sob o nome de Pruden Express, passando a se chamar Prudente Urbano, em 2017.
TRANSPORTE ALTERNATIVO
Na última paralisação que aconteceu no mês de maio, foram autorizadas via decreto promulgado pelo Prefeito de Presidente Prudente, Ed Thomas (PSB) o uso emergencial do transporte alternativo feito por vans que operam o sistema de transporte escolar na cidade, que estejam devidamente legalizadas junto a Mobilidade Urbana, desta vez, devido a quantidade mínima de ônibus sendo operada, o transporte emergencial não será utilizado, em primeiro momento. Apenas 38 ônibus devem trafegar nos horários de pico.
“Mais um detalhe que nos preocupa, quando houve a celebração do contrato, há uma cláusula de exclusividade [em favor da Prudente Urbano], quando nós dizemos ao usuário que temos grande interesse em resolvermos esta situação do transporte público que se arrasta desde 2017, não é simplesmente quebrar um contrato […] por exemplo, neste contrato está estipulado, que se a empresa estiver operando com o mínimo exigido, não há possibilidade de colocar um outro transporte concorrente, mesmo que de forma alternativa”, explicou Souza.
A prefeitura, através da Secretaria de Mobilidade Urbana, ainda tenta achar soluções para que o problema seja resolvido em breve, mas segundo o secretário, subsídios ou aumento da tarifa está fora de cogitação. “Pedimos que tenham confiança, porque iniciamos as tratativas para resolver de uma vez por todas, um problema que se arrasta desde 2017”, finalizou Luiz Edson de Souza.
Já a paralisação segue por tempo indeterminado.
