Acumulado em 12 meses cai para 10,08%, o que acarretará em benefícios para quem paga a moradia mensalmente
Durante o mês de julho de 2022, os indicadores financeiros responsáveis pela inflação no valor dos aluguéis de imóveis, sejam residenciais ou comerciais, desaceleraram, causando queda no acumulado dos últimos 12 meses, de cerca de 13% para 10,08%.
Segundo o professor Doutor em Economia, Alexandre Bertoncello, “com o aumento da Selic, tivemos uma diminuição da inflação. No próximo mês, devemos ter um fato estranho: por conta dos combustíveis, devemos ter uma inflação abaixo de 9% e, pela primeira vez na história, teremos uma inflação americana superior à brasileira”.
Porém, o professor também afirma que, a médio prazo, os efeitos podem não ser tão bons quanto parecem. “Se analisarmos o curto prazo como o ano de 2022, teremos bons resultados para as empresas, para o emprego, e o momento é bom. A médio prazo, com os Estados Unidos em recessão com dois trimestres de queda, outros países também entrarão em recessão e 2023 será um ano complicado. Mas, a longo prazo, sendo entre dois e cinco anos, eu sou bem otimista: o Brasil tem todo o potencial pra conseguir crescer, diminuir a força do Estado, melhorar as leis trabalhistas e o empreendedorismo, o Brasil tem a possibilidade de caminhar bem”.
Bertoncello também faz um alerta para a população analisar os pontos da economia na hora do voto para presidente. “Temos, com a eleição, a chance de continuar ou de mudar. Eu acredito que um estado menor, que cobre menos impostos e que deixe a economia mais livre pro brasileiro trabalhar é muito melhor que um estado que tenta cuidar da vida do brasileiro, dizendo o que é certo ou errado”.
Por fim, o professor explica a quantas anda o panorama dos índices dos aluguéis. “O aluguel é calculado pelo IGP-M [Índice Geral de Preços de Mercado], e também pela oferta de imóveis. Com o aumento dos juros, tivemos uma redução de alguns produtos, entre eles o aluguel. O que podemos esperar disso é uma oferta maior de imóveis, por isso os aluguéis mais baratos; a redução dos custos de produção, por conta dos combustíveis, e o segundo semestre deste ano deve ser melhor que o primeiro”.
