Câmara dá 24 horas para Presidente Prudente apontar uma solução para imbróglio entre o Consórcio e o Executivo.
A Prefeitura Municipal de Presidente Prudente tem 24 horas para apontar uma solução para o impasse entre o município e o Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop). O comunicado foi enviado ao chefe do executivo, o Prefeito Ed Thomas, com prazo final às 13h desta quarta-feira (13). O documento foi assinado pelo presidente da Casa de Leis, Thiago Oliveira (PTB).
Nesta segunda-feira (11), após uma reunião com a prefeitura de Presidente Prudente, o Ciop informou aos cerca de 500 funcionários que prestam serviços à cidade de Presidente Prudente, que os mesmos estariam de “aviso prévio”, pois o município não havia arcado com uma dívida de aproximadamente R$ 12 milhões com o Consórcio.
Atualmente, o Ciop administra os serviços nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Ana Jacinta e do Jardim Guanabara, além dos Pronto-Atendimentos da Cohab e do Jardim Santana. Sob a administração do consórcio também está a Cidade da Criança, vinculada à Secretaria de Turismo e também há colaboradores vinculados às secretarias de Educação e Assistência Social.
O Presidente do Ciop e também prefeito de Álvares Machado, Roger Gasques (Progressistas), explicou o motivo da decisão de exonerar 500 trabalhadores.
“Os avisos [prévios] foram aprovados em assembleia ontem, se Prudente não pagar setembro e outubro, nós colocaremos os funcionários em aviso hoje, então já foram emitidos, serão entregues nas unidades de atendimento, mas nada impede que nesse prazo de aviso, que são 30 dias, que Presidente Prudente busque uma alternativa para que a gente possa ter saúde financeira do contrato e cumprir com os pagamentos”, comentou Gasques.
Após duas horas de reunião, que aconteceu na manhã desta terça-feira (12), na Câmara Municipal de Presidente Prudente, a Presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de Presidente Prudente, Luciana Teles, demonstrou preocupação quanto à resolução do impasse.
“Não teve uma solução, não tem novidade, a gente continua na mesma situação, os trabalhadores em aviso prévio, alguns já assinando, outros esperando que essa tragédia aconteça, foi dado um prazo de 24 horas para que a Prefeitura de Presidente Prudente possa apresentar uma nova proposta, visto que a proposta anterior foi rejeitada por assembleia, pelos prefeitos que compõem o consórcio, nós então, convocamos os trabalhadores, para amanhã, às 13h, no aguardo de uma solução para este problema”, pontuou Teles.
O vereador Demerson Dias (PSB), que é presidente da Frente Parlamentar Em Defesa da Saúde da Casa de Leis e também autor da convocação da reunião, não viu, durante a reunião, um horizonte para a conclusão do problema e cobrou do executivo um posicionamento.
“Não agradou, uma reunião que durou mais de duas horas e não teve solução; fiz alguns apontamentos pedindo, se fosse possível, até mesmo um empréstimo para resolver o problema do Ciop, saúde pública. A secretária de Finanças, esteve presente e disse que não tem como trazer, a lei não permite; o Prefeito Roger também esteve presente, os vereadores, em sua grande maioria estiveram presentes, mas não chegamos a conclusão nenhuma, nada resolvido”, afirmou Dias.
Estiveram presentes na reunião os vereadores Thiago Oliveira (PTB), Mauro Neves (Podemos), Ivan Itamar e Professora Joana D’Arc (Ambos do PSB), Demerson Dias (PSB) Nathália Gonzaga (PSDB), William Leite (MDB), Joãozinho da Saúde (União Brasil), Professor Negativo (Podemos) e Miriam Brandão (Patriota).
Os vereadores Wellington Bozo (MDB), Douglas Kato (PTB) e Doutor Ênio Perrone (União Brasil), não compareceram.
Os secretários municipais, Doutor Breno Casari, da Saúde e Célia Molinari, de Finanças, não quiseram se pronunciar sobre o assunto após a reunião.
