Decisão causa preocupação à Câmara Municipal de Presidente Prudente, sindicato dos trabalhadores públicos e funcionários vinculados ao Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista.
Os vereadores de Presidente Prudente decidiram na tarde desta quarta-feira (13) por dar prosseguimento ao pedido feito pelo Vereador Mauro Neves (Podemos) de afastar das funções administrativas, o Prefeito de Presidente Prudente, Ed Thomas (Sem Partido). A decisão foi tomada após a segunda recusa de negociação de débitos por parte de Presidente Prudente junto ao Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop).
O Presidente da Câmara Municipal de Presidente Prudente, Thiago Oliveira (PTB) se manifestou sobre a resposta da prefeitura à solicitação do executivo de como solucionaria o débito.
“Nós recebemos no prazo de 24 horas a resposta da prefeitura e também infelizmente veio a mesma proposta apresentada na assembleia do Ciop, isso está atestado no oficio enviado pelo Ciop e a gente recebe com temor do que pode acontecer nos próximos dias”, comentou.
Já a Presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais, Luciana Teles, demonstrou que a situação é desesperadora em que os trabalhadores estão sendo submetidos com o impasse e a iminente demissão em massa.
“Os funcionários continuam nesta insegurança, cumprindo aviso prévio, sem saber se vão receber a rescisão dos contratos e a população, da forma que está, não terá mais atendimentos nas UPAs, nas residências terapêuticas, nos CAPs e na Cidade da Criança a partir do dia 12 de janeiro, então preocupante demais, desesperador e nós, enquanto representantes dos trabalhadores estamos aqui para defender o direito e o emprego dos trabalhadores”, comentou Teles.
Em ofício enviado à Câmara Municipal de Presidente Prudente, assinado pelo Presidente do Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista e também Prefeito de Álvares Machado, Roger Gasques, informava que “a notória situação de inadimplência do município com vários fornecedores, e com o próprio rateio do CIOP, gerando real temor de que, no início do próximo exercício, os saldos contratuais sejam totalmente insuficientes para a execução dos contratos e pagamento de verbas rescisórias”, informou o ofício.
O documento ainda informa que “O CIOP não vislumbra caráter de efetiva solução na proposta, que acaba por postergar e agravar os débitos atuais, acarretando para os responsáveis risco de gestão temerária”.
