Brasília, (DF)- Em uma previsão que poderia muito bem estar em um filme de ficção, João Pedro Stedile, conhecido líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirmou que 2024 reserva um aumento considerável no número de invasões a propriedades privadas. Em uma declaração, que poderia ser interpretada como um convite para uma “festa surpresa” no campo, Stedile parece apostar na crise como o ingrediente mágico para a receita do caos.
ALIANÇAS E COMPANHIAS INCONVENIENTES
Não surpreendentemente, Stedile e o MST mantêm estreitos laços com o Partido dos Trabalhadores (PT), liderado pelo atual presidente Lula. A relação é tão íntima que Stedile foi incluso na comitiva de Lula em sua viagem internacional. Uma visita à China que deixou a oposição de cabelo em pé e levou a questão para a CPI do MST.
“Se o governo não tomar uma atitude, parece que Stedile prevê que a única saída será colocar os pés na jaca, ou melhor, na propriedade alheia. Afinal, segundo ele, o ser humano não é como um sapo que simplesmente morre quando pisoteado por um boi. Pelo visto, vai ter mais luta social por aí”, comentou irônico.
O PIOR ANO DA HISTÓRIA DO MST
Não é a primeira vez que Stedile joga uma bomba no colo do seu companheiro petista. No final do ano passado, ao fazer um balanço pouco animador dos invasores, Stedile declarou que o MST teve “o pior ano de todos”. Aparentemente, 2023 não foi um bom ano para invadir propriedades, mas quem sabe 2024 seja o ano da reviravolta.
Resta-nos aguardar para ver se as previsões do líder do MST se concretizarão ou se, como em tantas previsões apocalípticas, o futuro mostrará que o campo brasileiro continuará sendo, em sua maioria, propriedade privada.
Fonte: Gazeta do Povo, Diário do Poder, Folha do Estado,
Repórter: Alessandro Dias
